Mudanças Climáticas e Tosse: como o clima impacta a saúde respiratória

As mudanças climáticas têm impacto significativo na saúde humana, em especial na saúde respiratória. Isso pois o aumento da poluição do ar e a intensificação de eventos climáticos extremos, como ondas de calor e queimadas, aumentam o risco de diversas doenças e complicações que podem reduzir a expectativa de vida.1

A poluição do ar é basicamente o ar que contém substâncias contaminantes, como poeira, gases, cheiros e vapores em quantidades prejudiciais à saúde. E a principal forma de exposição ocorre por meio das vias respiratórias.1-3

Segundo a American Lung Association, ALA, a poluição do ar causa danos à saúde de adultos e crianças.1 Esses poluentes do ar levam à inflamação, ao estresse oxidativo, e outros, que impactam nossos pulmões, coração, cérebro, e vários órgãos.1-3

Vamos explorar a seguir algumas relações entre as mudanças climáticas e a saúde respiratória, e de que forma os fatores ambientais e climáticos afetam as vias respiratórias.1-3

Como as Mudanças Climáticas Afetam a Saúde Respiratória?

As mudanças climáticas impactam a saúde respiratória de diferentes maneiras, pois pioram a qualidade do ar, aumentando a exposição a substâncias irritantes que afetam diretamente as vias respiratórias.1

Os principais sintomas respiratórios que afetam a saúde respiratória: tosse, chiado no peito, crises de asma.1

Aumento da Poluição do Ar

As emissões de gases tóxicos e de efeito estufa contribuem para o aquecimento global e pioram a qualidade do ar. A poluição atmosférica é associada a doenças respiratórias crônicas, piora da asma e aumento da prevalência de tosse crônica.1-3

Alérgenos e Outros Irritantes Ambientais

O aquecimento global tem sido associado ao aumento da produção e da dispersão de pólen, com períodos de polinização mais longos e concentrações mais intensas. O pólen, ao atuar como alérgeno, pode agravar sintomas em pessoas com rinite alérgica e asma. Em indivíduos sensibilizados, a exposição pode desencadear ou intensificar manifestações respiratórias como tosse, espirros, congestão nasal e dificuldade para respirar.4

Aumento da Frequência de Incêndios Florestais

A elevação das temperaturas e os diversos efeitos decorrentes dessa elevação aumenta a frequência e a intensidade dos incêndios florestais, liberando uma grande quantidade de fumaça e partículas finas no ar, que são extremamente irritantes e podem agravar a tosse e outros sintomas respiratórios, mesmo em pessoas sadias.5

Piora de Doenças Respiratórias Crônicas

Quando combinados, o aumento da poluição e de substâncias irritantes no ar e o aumento das temperaturas podem piorar as doenças respiratórias, como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e a asma. Quando está muito calor ou o ar está muito poluído, essas pessoas com doenças respiratórias têm mais probabilidade de piora, e a tosse é um dos principais sintomas.2

Como o clima afeta as vias respiratórias?

O clima não influencia somente a qualidade do ar e a presença de substâncias como alérgenos, mas também afeta diretamente as vias respiratórias de outras maneiras.2,6

A seguir, alguns dos fatores mais importantes:

  • Ressecamento das Vias Aéreas
    • As temperaturas extremas, seja durante o calor ou frio, podem ressecar o ar e prejudicar a manutenção de umidade das vias aéreas, o que por sua vez causa irritação, ressecamento e aumenta a propensão à tosse.2,6
  • Inflamação e Piora de Alergias
    • A exposição contínua a alérgenos, à poluição e às partículas de fumaça leva à inflamação crônica das vias aéreas, e com isso, pode ocorrer tosse.2,6,7
  • Aumento do Estresse Oxidativo
    • A inalação de poluentes, de alérgenos, e demais substâncias irritantes aumenta a produção de radicais livres no organismo, o que por sua vez aumenta o estresse oxidativo e gera aumento da resposta inflamatória nas vias respiratórias, estimulando sintomas como a tosse.6

Algumas Estratégias para Prevenir a Tosse Relacionada ao Clima

Monitorar a qualidade do ar

Para ajudar a reduzir os efeitos nocivos da poluição, pode ser muito útil acompanhar a qualidade do ar da cidade onde você mora e ajustar suas tarefas cotidianas feitas em ambientes externos ou internos, para evitar a exposição em dias de muita poluição.7,8

Uso de Máscaras Protetoras

O uso de máscaras N95 podem ajudar a proteger contra partículas finas e poluentes em ambientes externos, especialmente em dias de baixa qualidade do ar.7

Manutenção de Ambientes Internos Limpos e Sem Mofo

Manter a casa limpa e sem umidade é essencial para evitar o surgimento de mofo, e reduzir a quantidade de substâncias irritantes no ar que estimulam sintomas respiratórios, como a tosse, em pessoas sensíveis, com alergias ou doenças respiratórias, como a asma.8

Em resumo, as mudanças climáticas, o aumento da poluição e de temperaturas extremas e a intensificação de incêndios florestais têm impacto bastante importante na saúde

respiratória.5,6 Pessoas sensíveis, com alergias, ou com asma e DPOC são especialmente vulneráveis.8

Adotar estratégias preventivas, como o monitorar a qualidade do ar no local em que reside, usar máscaras protetoras e manter os ambientes limpos pode ajudar a reduzir esses efeitos prejudiciais.7,8 A conscientização sobre o impacto das mudanças climáticas na saúde respiratória é fundamental, e deve continuar crescendo e incentivando a proteção ambiental e a promoção da saúde.1-8

Referências:

  1. AMERICAN LUNG ASSOCIATION (ALA). State of the Air. Disponível em: https://www.lung.org/research/sota/health-risks. Acesso em: 23 jan. 2025.
  2. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Air quality, energy and health. Disponível em: https://www.who.int/teams/environment-climate-change-and-health/air-quality-energy-and-health/health-impacts. Acesso em: 23 jan. 2025.
  3. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Air pollution. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/air-pollution#tab=tab_1. Acesso em: 23 jan. 2025.
  4. CHOI, Y. J.; LEE, K. S.; OH, J. W. The Impact of Climate Change on Pollen Season and Allergic Sensitization to Pollens. Immunology and Allergy Clinics of North America, v. 41, n. 1, p. 97-109, fev. 2021. DOI: 10.1016/j.iac.2020.09.004.
  5. MANISALIDIS, I.; STAVROPOULOU, E.; STRAVROPOULOS, A.; BEZIRTZOGLOU, E. Environmental and Health Impacts of Air Pollution: A Review. Frontiers in Public Health, v. 8, p. 14, 20 fev. 2020. DOI: 10.3389/fpubh.2020.00014.
  6. JIANG, X.; MEI, X.; FENG, D. Air pollution and chronic airway diseases: what should people know and do? Journal of Thoracic Disease, v. 8, n. 1, p. E31–E40, jan. 2016. DOI: 10.3978/j.issn.2072-1439.2015.11.50.
  7. AMERICAN LUNG ASSOCIATION (ALA). State of the Air. Recommendations for Action. Disponível em: https://www.lung.org/research/sota/protect-yourself-community. Acesso em: 23 jan. 2025.
  8. SHARPE, R. A.; BEARMEN, N.; THRNTON, C. R. et al. Indoor fungal diversity and asthma: a meta-analysis and systematic review of risk factors. Journal of Allergy and Clinical Immunology, v. 135, n. 1, p. 110-122, jan. 2015. DOI: 10.1016/j.jaci.2014.07.002.

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