Remédios para tosse: quando usar e cuidados importantes

Remédios para tosse visam controlar o reflexo de tosse, essencial para a defesa das vias respiratórias. A abordagem terapêutica deve considerar a origem e a intensidade do sintoma, avaliando fatores como função pulmonar, força muscular e resposta dos receptores.1

Embora seja também um reflexo natural do nosso corpo para eliminar substâncias irritantes, a tosse é um sintoma comum de diversas condições respiratórias.1,2  

Ela pode ser classificada de várias maneiras, conforme suas características: seca, alérgica ou produtiva, ou seja, com catarro. Cada tipo tem causas distintas e, consequentemente, tratamentos específicos.2

Abordaremos aqui os diferentes tipos e quais os tratamentos recomendados, como remédios para tosse, para lidar de forma adequada com cada uma dessas condições.2

Quais os tipos e remédios para tosse?

A tosse pode se apresentar de diversas maneiras, dependendo dos mecanismos fisiológicos e das causas envolvidas. Estudos indicam que identificar se ela é seca ou  produtiva é importante para entender a resposta do organismo e direcionar o tratamento de forma adequada.1

Tosse seca

A tosse seca, também chamada de tosse não produtiva, tem como característica a ausência de secreção e a sensação de irritação na garganta.2,3

Ela pode ter diferentes causas, como alergias, infecções virais, incluindo resfriado e gripe, asma ou exposição a agentes irritantes do ar, como fumaça e poluentes.2,3

Tratamento da tosse seca

A abordagem para o manejo da tosse seca envolve, principalmente, a redução da irritação nas vias aéreas e, quando necessário, a supressão do reflexo da tosse.2 

Isso pode proporcionar alívio dos sintomas e melhor qualidade de vida, especialmente em casos em que a tosse interfere no sono ou nas atividades diárias. Alguns dos medicamentos mais comuns para o tratamento incluem:2

  • Antitussígenos ou supressores;2
  • Anti-inflamatórios e corticosteroides: inalatórios são indicados para tosse seca causada por inflamação crônica das vias respiratórias, como na asma. Reduzem a inflamação e a frequência da tosse, devendo ser usados apenas com prescrição médica.4,5
  • Remédios caseiros: embora haja pouca evidência científica sobre remédios caseiros, muitas pessoas usam mel para alívio, pois ele ajuda a suavizar a irritação na garganta e possui propriedades anti-inflamatórias.6

Um estudo científico que incluiu crianças acimas de 1 ano mostrou que o mel pode ser eficaz para reduzir a tosse noturna em crianças com resfriado comum.6

Tosse alérgica

A tosse alérgica é uma resposta de nosso sistema imune a substâncias irritantes, como os ácaros, pelos de animais e o mofo. Muitas vezes, esse tipo é associado a condições como rinite alérgica e asma alérgica.4,5 

Ela é tipicamente seca e associada a outros sintomas de alergia, como espirros, coriza e lacrimejamento.7

Tratamento da tosse alérgica

O tratamento da tosse alérgica tem o objetivo de controlar a resposta imunológica e reduzir a inflamação nas vias respiratórias.

Os principais medicamentos incluem:

  • Anti-histamínicos: são medicamentos que bloqueiam os efeitos da histamina, uma substância liberada durante as reações alérgicas e que contribui para os sintomas de tosse.7
  • Corticosteroides Nasais: para alguns casos de rinite alérgica, os corticosteroides nasais podem ser eficazes para reduzir a inflamação nasal e, assim, ajudar a diminuir a tosse associada.5
  • Descongestionantes Nasais: o uso de descongestionantes nasais pode ajudar a aliviar a congestão nasal e, consequentemente, reduzir o incômodo. No entanto, o uso prolongado deve ser evitado.8
  • Corticosteroides orais: podem ser indicados em situações mais intensas ou persistentes, quando há necessidade de controle mais amplo da inflamação. Devem ser usados apenas com orientação médica, devido ao risco de efeitos adversos sistêmicos.2,7,8

Tosse produtiva

A tosse produtiva, ou seja, com catarro, é caracterizada pela presença de muco ou secreção nas vias aéreas.2 

Pode ser causada por infecções respiratórias, como bronquite aguda, pneumonia, ou por infecções virais, como a gripe. Ela também pode ser um sintoma de condições crônicas, como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).2

Tratamento da tosse com catarro

O tratamento da tosse com catarro envolve a utilização de medicamentos que facilitam a eliminação do muco e reduzem a inflamação das vias respiratórias. As opções incluem:2

  • Expectorantes: utilizados para aumentar o volume de secreções e tornar a tosse mais eficaz.11
  • Mucolíticos: os mucolíticos, como a acetilcisteína, têm o objetivo de quebrar as ligações químicas das secreções brônquicas, tornando-as mais fluidas e fáceis de serem eliminadas. Ela é frequentemente utilizada para o tratamento de quadros agudos e crônicos.11
  • Broncodilatadores: em casos de tosse com catarro ligada a asma ou DPOC, os broncodilatadores podem aliviar a obstrução das vias aéreas, mas seu uso é indicado apenas quando há broncoconstrição ou limitação do fluxo aéreo e deve ser feito com orientação médica.4,9

Em conclusão, o tratamento da tosse deve considerar sua causa e características, como a presença de secreção, componente inflamatório ou origem alérgica.2 

Para a tosse seca, os antitussígenos são comumente utilizados. Já a tosse alérgica pode responder bem a anti-histamínicos, corticosteroides nasais e, em alguns casos, descongestionantes.2 

Por sua vez, a tosse produtiva costuma ser manejada com expectorantes, mucolíticos e, quando indicado, broncodilatadores.2

No entanto, é fundamental ressaltar que a escolha do tratamento deve sempre ser orientada por um profissional de saúde, que poderá avaliar corretamente o quadro clínico, realizar um diagnóstico preciso e indicar a conduta mais adequada para cada caso. 

Essa abordagem é essencial para garantir segurança, eficácia e evitar o uso inadequado de medicamentos.

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Referências

  1. Andrani F, Aiello M, Bertorelli G, et al. Cough, a vital reflex. mechanisms, determinants and measurements. Acta Biomed. 2019 Jan 15;89(4):477-480. doi: 10.23750/abm.v89i4.6182.
  2. Cleveland     Clinic.   Cough. Disponível    em: https://my.clevelandclinic.org/health/symptoms/17755-cough. Acessado em 14 de janeiro de 2025.
  3. World Health Organization. Air pollution. Disponível em: https://www.who.int/health- topics/air-pollution#tab=tab_1. Acessado em 23 de janeiro de 2025.
  4. Rajvanshi N, Kumar P, Goyal JP. Global Initiative for Asthma Guidelines 2024: An Update. Indian Pediatr. 2024 Aug 15;61(8):781-786.
  5. Brozek JL, Bousquet J. Agache J. Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma (ARIA) guidelines-2016 revision. J Allergy Clin Immunol. 2017 Oct;140(4):950-958. doi: 10.1016/j.jaci.2017.03.050. Epub 2017 Jun 8.
  6. Goldman RD. Honey for treatment of cough in children. Can Fam Physician. 2014 Dec;60(12):1107–1110.
  7. VeryWellHealth. Allergic cough. Disponível em: https://www.verywellhealth.com/allergy- cough-5204689. Acessado em 13 de janeiro de 2025.
  8. Medline Plus Allergic rhinitis. Disponível em: https://medlineplus.gov/ency/article/000813.htm.  Acessado em 19 de fevereiro de 2025.
  9. Wedzicha JA, Decramer M, Seemungal TAR. The role of bronchodilator treatment in the prevention of exacerbations of COPD. Eur Resp J. 2012 40(6): 1545-1554; DOI: https://doi.org/10.1183/09031936.00048912.
  10. Lai K, Shen H, Zhou X, et al. Clinical Practice Guidelines for Diagnosis and Management of  Cough  —  Chinese  Thoracic  Society  (CTS)  Asthma  Consortium. J Thorac Dis. 2018 Nov;10(11):6314-6351. doi: 10.21037/jtd.2018.09.153.
  11. Bula de Fluimucil. Zambon Laboratórios Farmacêuticos Ltda. São Paulo; 2025.

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“SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO”. “FLUIMUCIL® É UM MEDICAMENTO. SEU USO PODE TRAZER RISCOS. PROCURE O MÉDICO E O FARMACÊUTICO. LEIA A BULA.”

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